quinta-feira, 24 de maio de 2012

ICKS - Curso de Mediunidade e experiência de passe em plantas - resultado final 7% a mais de crescimento

Já começa a tornar-se uma tradição, nos cursos de Mediunidade, quando do estudo teórico e prático da emissão energética próxima, mas conhecida como passe, a realização de experiência científica comparativa entre um grupo de mudas de feijão que recebem passe dos alunos e que são comparados a grupo semelhante de controle.
Um trabalho recente apresentado no XII SBPE por Alexandre Cardia Machado pode ser encontrado no link abaixo:
http://www.cepainfo.org/index.php?option=com_abook&view=book&catid=31%3Axii-simposio&id=155%3Aexperiencia-do-passe-em-plantas&Itemid=3&lang=pt
Vamos publicar a sequência de fotos, dia a dia e depois o resultado final.
Segue foto do dia 4 ( 25/05/2012 )- Em cima as plantas que estão sendo regadas com água fluidificada e que tiveram até o momento 1 sessão de passe, em baixo as plantas de controle.
Dia 5 ( 26/5/2012) - todas as plantas começaram a crescer, vamos manter a vibração à distãncia, para que no final encontremos um desenvolvimento médio superior ao das plantas de controle.
Dia 6 (27/5/2012) - a Experiência evolui bem, em 2 dias teremos uma nova sessão de passe e na quarta-feira 30/5 faremos a medição e cálculos. Segue para apreciação a foto do dia.
Dia 7 (28/5/2012) - Tudo segue muito bem, as plantas estão se desenvolvendo bem, amanhã haverá mais uma sessão de passe!
Dia 8 (29/5/2012) - hoje é um dia chave para o sucesso da experiência, pois levaremos as plantas para a sala de aula e para nova sessão de passe e irradiação na garrafa de água que é utilizada no teste.
Vejam o grupo dando passe nas plantas - amanhã será o último dia. (29/5/2012)
Hoje é o grande dia, na aparência o grupo de teste está mais desenvolvido que o controle, mas só medindo é que efetivamente saberemos, não é mesmo? Ainda hoje sairão os resultados, vamos deixar a água energizada atuar por mais algumas horas, alunos continuem com a emissão energética e demais blogueiros, torçam. À noite mediremos e pesaremos as plantas e depois publicaremos os resultados.
Após calcularmos, obtivemos um crescimento do caule e folhas de 6,8 % maior que o controle, desprezando-se o maior valor e o menor valor tanto nas plantas de teste, como no controle, chega-se a 6,9% - demonstrado com sucesso que o passe e a água fluidificada em conjunto dão um resultado positivo.

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Curso Teórico de Mediunidade de Cura termina com o sucesso de sempre.

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Curso sobre Mediunidade de Cura - início em 12 de Junho 2012

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Fato Espírita - Fenômeno Zíbia

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GABINETE PSICO-MEDIÚNICO DO ICKS

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Abrindo a mente - A pluralidade dos mundos habitados e o critério de falseabilidade por Alexandre Cardia Machado

A ciência baseia as suas teses na possibilidade de testá-las, chamamos a isto de falseabilidade, ou seja, se eu afirmo que “meus olhos são verdes” , é possível imaginar uma série de experiências capazes de provar ou refutar a minha afirmação. Se ao final destas experiências ficar provado que eles são castanhos, a minha tese inicial é derrubada.
A pluralidade dos mundos habitados, é um dos princípios espíritas, estabelecidos por Allan Kardec, ele o fez baseado na razão, pois pensou, não haveriam razões para que apenas a Terra assim o fosse, pela confirmação de vários espíritos que se apresentaram como Extra Terrestres, não só a Kardec mas em diversas partes do mundo – o que garantiria a universalidade das comunicações.
A tese então apresentada era: “ todos os planetas são habitados”, convido os leitores a irem até a questão 55 do LE. São habitados todos os globos que se movem no espaço? E a resposta dos Espíritos é – sim.
Aplicando o critério de falseabilidades, testaríamos a antítese, ou seja:
Nem todos os planetas (globos) são habitados? Hoje a ciência tem feito experimentos em diversos planetas e em especial no nosso planeta irmão, que chamamos de satélite que é a Lua. Em nenhum deles até o momento foi possível observar algum sinal evidente de vida extra-terrestre. Isto nos leva inevitavelmente a confirmar a antítiese, ou seja: Nem todos os planetas são habitados.
Alguns espíritas seguem tentando explicar o inexplicável, dizendo que os espírtos que habitam estes planetas ou corpos celestes estão em faixas de ondas diferentes e etc. Solicito então que revisem a nota de Kardec na mesma questão, ele fala claramente de seres vivos (encarnados) e não de espíritos desencarnados.
Assim, deveríamos seguir com a tese da pluralidade dos mundos habitados, apenas que, um pouco reduzida, pois o fenõmeno da vida, como já amplamente discutido em artigos anteriores éalgo que leva tempo para ocorrer e não é possível imaginar, nos dias de hoje que esteja presente em todos os lugares ao mesmo tempo.
Para saber mais:
O que é método científico – Fernando Gewandsznajder – Ed Livraria Pioneira – SP -1973
Texto originalmente publicado no Jornal Abertura - Maio de 2008.

O que o amigo leitor pensa à respeito? Deixe seu comentário.


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EVOLUÇÃO DO PRICÍPIO EPIRITUAL:

Reencarnação e o desenvolvimento do homem

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Inscrições abertas para o I Curso Teórico de Mediunidade de Cura

Faça a sua inscrição agora mesmo!
Curso começa dia 12 de Junho e termina em 3 de julho - não perca pois este tipo de curso é muito raro!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Ouvir o Silêncio - conto de Jaci Régis

Quando Ahmed chegou à casa de Aghan, seu mestre, encontrou-o sentado, braços largados, cabeça ereta e olhos fechados. A principio Ahmed pensou que seu mestre dormia e temeu acorda-lo. Agahan era um homem de pouco mais de sessenta anos, alto, olhos castanhos penetrantes. Usava o turbante tradicional de sua tribo.
Era respeitado pela sabedoria. Morava numa casa no alto de uma pequena colina de frente para o mar. De sua larga janela via o mar ao longe, como a perder-se no infinito das ondas. Mas assim que Ahmed entrou ele voltou-se e sorriu.
-Mestre o que estavas fazendo, perguntou Ahmed. -Ouvindo o silêncio respondeu ele O aprendiz mirou-o admirado e surpreso. Como se pode ouvir o silêncio? Na sua mente havia a surpresa, porque ouvir é uma ação de escutar sons, vozes. Teria o silêncio um som? -Sim, disse Aghan, adivinhando a perplexidade do jovem discípulo. O silêncio é provido do som sem ruído, de musica sem sonoridade, de imagens sem imagens. -Oh! Mestre recamou Ahmed, assim como posso aprender. -Aghan passou a mão delicadamente na cabeça do jovem e permaneceu silencioso.
Depois, disse,ouvimos no silencio da noite o piar de passarinhos e sons controversos. Ouvimos no silêncio de nossas preces o leve rumor da túnica do Senhor roçando docemente nossa cabeça, sem vê-lo. A pausa seguiu-se de um silencio doce.
-Sobretudo, continuou Aghan, após tomar um gole de água, ouvimos nossa alma. Quando sabemos ouvir nossa alma, é como houvesse um estouro sem som, uma erupção sem ruído, mas que nos desperta para as realidades de nosso coração. -Ah! Mestre, interrompeu Ahmed, é uma ação difícil. Quando fico em silêncio minha cabeça estoura é de pensamentos diversos, imagens difusas, sensações esquisitas. Raramente saem emoções suaves, pensamentos serenos. -Não se aflija meu amigo, respondeu Aghan, no seu silêncio você ouve o vento e não o silencio, E o veno pode ser uma brisa suave, refrescante, como um vendaval destruidor. O vento é um mensageiro, com mensagens boas e mensagens más. Ahmed era um jovem de pouco mais de vinte anos. Era um rapaz bonito, de olhos claros, altura mediana e que se decidira buscar a sabedoria. Entre seus colegas destacava-se pelo pensamento diferente, pela procura do que seria a verdade. Conhecera Aghan e se afeiçoara a ele e dele recebeu carinho e atenção. Pelo menos uma vez por semana ia até sua casa e ali ficavam horas ouvindo o mestre. Aghan ofereceu-lhe água fresca. O rapaz aceitou com alegria pois fazia calor e a subida na colina provocara suor e sede.
-Mestre, fala-me mais sobre o silêncio. Para mim, ficar em silêncio é calar a boca, não emitir som, mas não impede que meu pensamento voe. Não articulo a palavra mas discurso em mim mesmo. -É natural Ahmed que seja esquisito eu dizer que ouço o silêncio. Mas devemos aprender a buscar no interior de nós mesmos respostas sem palavras e decisões sem articular pensamentos. E prosseguiu -Há formas de comunicação sutis, além da palavra e da imagem. São ondas espontâneas que invadem o silêncio de nossa mente, com surpreendentes soluções que nos inundam, nos capturam, com respostas de antigas questões. -Seria a meditação profunda que muitos conseguem realiza/ -Certamente que sim. Mas também podemos ouvir o silêncio na multidão, dentro do vozerio externo. É uma questão de postura, não de falsa superioridade. Ahmed ficou pensativo. Ainda não penetrara no ensinamento do mestre. -Ahmed, continuou Aghan, o pensamento é uma onda que oscila, ondula no espaço, em nos e em torno de nós. É uma fonte inesgotável de sensações sem palavras, sem som. Claro que podemos povoá-lo de sons e imagens. Mas de comum, ele é um dialogo mudo da alma consigo mesma. -Continue mestre, pediu o rapaz. -Veja. Um casal de amantes, falo amantes como resultado do amor, comunica-se silêncio das expressões do olhar. Muitos se fazem entender sem palavras pelo simples franzir da testa, quando essa mensagem muda é compreendida por aqueles que a conhecem. Sinalizo com isso que todos nós temos uma vida íntima, indevassável onde construímos as idéias os sonhos. Estes sim, cheios de ação, cor, movimento e até palavras, Mas são produto do silêncio em busca de expressões visuais nas reentrâncias de nosso cérebro.
Ahmed ficou pensativo e depois falou -Mestre compreendo que ouvir o silêncio é esse momento solitário mas não penoso de se aconchegar íntimo. Nesse momento embora integrado no mundo esterno, vivemos um mundo diferente, sem limites, sem fronteiras. Vou aprender a ouvir o silêncio. Ahmed e Aghan ficaram m silêncio. Depois sorriram mutuamente e se despediram

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A Profanação do Sagrado - Coluna Ciência da Alma em homenagem a Jaci Régis

Texto originariamente publicado em no Jornal Abertura de Julho de 2009 e republicado em Março de 2012
Há muitos anos atrás, quando visitava Juiz de Fora, em Minas Gerais, um espírita, sabendo de minhas posições, perguntou para provocar-me: “O que pensa de Jesus? E eu: “sou seu fã”. Ele riu e disse: “você é iconoclasta ...”. Na verdade sou um profanador do sagrado.
Mas antes de mim, muitos anos antes, Allan Kardec também profanou o sagrado. Ao dizer que não havia milagre, nem sobrenatural, ele despiu a divindade dos adornos que lhe davam o sentido de insondabilidade de seus secretos desígnios.
Também antes dele, Karl Marx afirmou que “tudo o que é sagrado será profanado”, vaticinando os tempos que viriam e de que ele mesmo se tornou provocador.
O que é o sagrado?
Um monte é apenas um relevo no cenário da natureza. Mas se a autoridade religiosa e a cultura dizem que ele é sagrado, o crente ao galgar suas encostas sentirá um frenesi de energias misteriosas e o ouriçar de seus pelos. Ele sentirá que está perto de seu deus. Olhará aquele monte como morada divina, temerá e amará seu perfil altaneiro, coroado de neve ou cerrado de mata virgem. Penetrá-lo desavisadamente é profanar a morada de seu deus.
O rio Ganges é apenas um fluxo de águas como qualquer rio. Mas consagrado como divino, sagrado, torna-se um ícone do desejo da fé e da esperança. Banhar sem suas águas é um prêmio para o crente que sente nelas a presença de seu deus. Desrespeitar as tradições sobre o rio sagrado é profanar uma morada de seu deus.
Algumas décadas atrás, eu propus que ao invés de “evangelização” usássemos “espiritização”. Fui naturalmente criticado e a ideia rejeitada. Entretanto, tempos depois, Divaldo Franco pronunciou essa palavra. Então, houve quem quisesse atribuir-lhe a autoria que na verdade é minha. Divaldo nem sabe disso. Mas o fato chamou a atenção porque, sendo Divaldo consagrado como porta-voz do divino, suas palavras têm um poder muito maior do que as minhas, um simples homem comum.
Allan Kardec na elaboração da sua utópica terceira revelação, perguntou: “quem tem a liberdade de interpretar as Escrituras Sagradas?”. Responde dizendo que a ciência tem esse direito e, depois estendeu essa liberdade, dizendo que “o direito de exame pertence a todos, e as Escrituras não são mais a arca santa na qual ninguém se atreveria a tocar com a ponta dos dedos, sem correr o risco de ser fulminado”.
Vemos que Kardec foi um profanador do sagrado. Pois milhões acreditam que as escrituras são sagradas, intocáveis, verdade absoluta.
Todavia, o caminho da profanação é difícil.
Em primeiro lugar, os crentes não apenas temem ser fulminados, como estão certos de que são revelações divinas. Ao ouvir a leitura de um versículo sentem o arrepio das emoções da palavra de Deus escorrendo pelos seus ouvidos e compulsando os livros sagrados, mesmo tendo sido impressos recentemente. Parece que estão tocando com os dedos a mão divina escrevendo as verdades ali expostas.
Mas, por outro lado, o progresso só foi possível com a profanação do sagrado.
O casamento, por exemplo. Foi consagrado: “O que Deus uniu não desuna o homem”. Era o casamento indissolúvel, pétreo. Uma vez entrado não havia saída. A sociedade civil profanou o sagrado com o divórcio.
De passagem, recordo que o sagrado que Allan Kardec desprezou continua nas entrelinhas do entendimento dos espíritas em geral. No caso do casamento, não sendo possível atribuí-lo a Deus, resolveu-se que ele tinha que ser indissolúvel porque teria sido combinado antes do nascimento e estaria no quadro das expiações/provas, que são marca registrada do nosso mundo. Portanto, o casamento poderia ser uma forma de pagamento de débito do passado. Essa suposta combinação lhe daria uma conotação sagrada.
Voltando à pergunta do espírita de Juiz do Fora, naquela época não tinha uma visão mais clara como atualmente sobre a vida e a obra de Jesus de Nazaré, de quem continuo fã e admirador cada vez maior. O Nazareno foi consagrado. Seu nascimento, sua vida, sua morte são partes de uma encenação dramática que permeou todo o longo caminho do cristianismo. Por fim, o filho de Maria e José tornou-se o próprio Deus cristão. Portanto, sagrado.
Agora me vejo profanando seu estado sacro pensando nele como um homem extraordinário, talvez até casado e pai de filhos, com uma mensagem definitiva para a felicidade pessoal e social. Todavia, também profanei o sentido sagrado dado ao progresso, que Kardec simbolizou em três revelações, numa visão muito especial da ação divina, a partir do seu conhecido eurocentrismo.
Mas o mundo não é apenas a Europa. O mundo é uma confusão de crenças, idiomas, culturas.
Se existe um Deus acima de toda essa confusão, o sagrado é particular, regional, provisório.
Vamos descobrindo que a obra divina se manifesta pela naturalidade dos fatos, pelo conflito dos valores, esperanças e iniquidades humanas.
Para nós, que sempre tentamos sintetizar a vontade de Deus no sagrado, parece difícil entender que a profanação desse circulo de ferro de ignorância, crendice e fratricida, seja imprescindível para criar uma humanidade razoavelmente equilibrada, para não dizer feliz.
Libertos poderemos talvez entender que somente o amor será o caminho dessa felicidade.
Amor que falamos mas não sabemos como exercitar, que nos sugere algo que pretendemos alcançar, mas não sabemos como. Esse amor que não é profano ou sagrado. Estabelecerá um estado de satisfação e prazer apenas agora sonhado ou imaginado.

A hora da classe C - Editorial Jornal Abertura Março de 2012

O site Terra assim publicou no dia 8 de março: “Eles já são 53% da população do Brasil e até 2014 serão 60%”. Eles são a novidade e estão fazendo com que as empresas corram para entender como querem ser servidos, o que querem consumir, a quais valores são fiéis. A nova classe C movimenta a economia brasileira e faz com que o País passe com mais calma pela crise, em relação a americanos e europeus. Especialista nesses novos consumidores, o presidente do instituto Data Popular, Renato Meirelles, diz que essa transformação ainda está em curso e que “as empresas que melhor entenderem as demandas desses brasileiros terão mais chances de serem líderes”.
Parece que estamos no rumo certo. Com o crescimento percentual e real do poder de compra desta parte tão importante da nação, o país começa a apresentar um perfil mais próximo ao dos chamados desenvolvidos. A história demonstra que somente um superávit de riqueza é capaz de sustentar o crescimento de um país; primeiro há a necessidade de haver algum consumo, depois haverá um refino na qualidade deste consumo. Abrirá espaço para a cultura, primeiro pelo entretenimento, depois para as coisas mais sérias. Hoje existe acesso ao ensino, com um resultado muito ruim e de baixa absorção pelos jovens. Com o passar do tempo, com as avaliações periódicas iniciadas há mais de 15 anos e com as mudanças que vem ocorrendo desde então, mais recursos serão direcionados e o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano, que seguirá o do crescimento da renda, sempre defasado, é verdade.
As classes A e B já começam a consumir produtos mais naturais, mais caros. O número de teatros, centros culturais, museus vêm aumentando, propiciando o conhecimento a toda população. As passagens aéreas caíram de preço para aqueles que planejam a viagem com antecipação e, o brasileiro nunca gastou tanto no exterior. Este movimento foi precedido por outros países; na década de 70 eram os europeus, na de 90 os japoneses – hoje os principais turistas internacionais –, ao lado dos americanos vêm os chineses e, em pouco tempo, indianos e brasileiros farão o mesmo. Como e onde entra o lado espiritual nesta mudança social parece ser, para nós o mais importante. Sabe-se que junto com esta alteração no perfil econômico houve também uma debandada de católicos. A grande maioria migrou para as igrejas evangélicas, muito mais efetivas nas ações imediatas, muitas delas baseadas no aqui e agora – “trabalhe duro, pague seu dízimo e Jesus é teu pastor e nada te faltará”. Os diversos ramos de Espiritismo também crescem, porém mais lentamente, pois nossa proposta é de desenvolvimento contínuo e infinito, o que não parece animar muito aqueles que têm pressa.
Peter Jay, autor do livro ‘A riqueza do homem – uma história econômica’, editora Record, que cobre a evolução econômica mundial desde a pré-história até nossos dias, defende que todo o progresso da humanidade se deu pela geração de excedentes (produção agrícola como o primeiro grande impulsor, depois as navegações de longo curso, a máquina a vapor entre outros). A geração de excedentes em quantidades superiores às necessidades de produzi-las permitiu ao homem liberar energias para outras atividades. É exatamente isto que começamos a ver acontecer no Brasil, em larga escala: a existência de um círculo virtuoso.
Nossa expectativa é de que junto com esta ascensão da classe C, também ascendam os desejos de paz, harmonia, ética e compreensão de que nossos limites chegam quando encontramos os limites do outro.

Abrindo a mente:60 bilhões de humanos – nossa história. Por Alexandre Cardia Machado

No mês de julho de 2011 escrevi nesta coluna o artigo “7 bilhões de humanos”, que buscava relacionar o aumento populacional e a lei de reencarnação. Caso você tenha repassado o seu exemplar do jornal a algum amigo, ele poderá ser relido no blog do ICKS.
Consultando várias fontes, obtive um número médio de 60 bilhões vidas (encarnações) de hominídeos seguidos de humanos, que estiveram sobre a superfície da Terra, nos últimos quatro milhões de anos. Uma conta rápida e, claro, imprecisa nos permite dizer que, na média, cada um de nós encarnado hoje reencarnou entre humanos e hominídeos apenas oito vezes, mas não é bem assim.
Este número é de fazer pensar. Claro que foram mais vezes, porque a população na Terra jamais foi tão grande. Portanto, encarnamos por aqui de oito a 1.000 vezes em média, sendo que 100 vezes corresponderia a uma população de 600 milhões de pessoas, equivalente à população de 1500 dC. Para que reencarnássemos 1.000 vezes, a nossa população terrestre teria de ser de 60 milhões – só atingida na pré-história e que parece uma média mais razoável.
Ao contrário do que previa Kardec, baseado nas explicações dadas pelos Espíritos, quanto mais evoluímos, nesta fase em que estamos na Terra, mais rápido reencarnaremos. Pois já somos 7 bilhões de encarnados.
A nossa grande incógnita é saber qual o número de desencarnados neste momento, mas seja ele qual for, é limitado pela lei de evolução. Há que ser um número bem menor que 53 bilhões, calculado através do número total de vidas ao longo de toda a existência do homem (60 bilhões), menos o número dos atualmente encarnados (7 bilhões). Porém, 53 bilhões só existiriam se encarnássemos somente uma vez. Somos certamente menos do que isto.
Portanto, com o aumento da população, mais rapidamente reencarnamos. Vejo isto como algo bom porque aceleramos a evolução conjunta da humanidade.
Passado o momento que vivemos, onde espíritos atrasados naturalmente forçados a reencarnar, com este número muito maior de encarnados, tudo indica que em poucos ciclos reencarnatórios a mais no futuro teremos a possibilidade matemática de refinar o caráter de todos os humanos.
Sem recorrer a migrações de Espíritos a outros planetas, a regeneração da Terra acontecerá mesmo através da reencarnação que fará, a cada ciclo, o nosso planeta Terra um planeta melhor, que progredirá pelas leis, pelo progresso da sociedade. Esta é a verdadeira lei de Progresso. Para saber mais : veja o link sugerido na wikepedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Crescimento_populacional#Previs.C3.B5es_sobre_a_popula.C3.A7.C3.A3o_mundial_futura
http://icksantos.blogspot.com/2012/03/abrindo-mente-7-bilhoes-de-humanos.html
Texto originalmente publicado no Jornal Abertura - Março 2012

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Abrindo a mente - A pluralidade dos mundos habitados e o critério de falseabilidade por Alexandre Cardia Machado

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

25 anos do Jornal Abertura na palavra de seus leitores

25 anos de Jornal Abertura! O significado deste jornal para alguns de nossos assinantes e colaboradores está expressada nas mensagens abaixo, publicadas sem qualquer corte, deixando que a expressão dos autores possa ser absorvida na íntegra, por nossos leitores. Muito obrigada! Vocês são a essência de nossa existência jornalística!
Camila Regis – Santos/SP
O Abertura representa a oportunidade do livre-pensar espírita e a possibilidade de se discutir a Doutrina além do que é habitualmente dito. Representa, principalmente, a luta e dedicação de meu avô - Jaci Regis - em difundir, discutir e engrandecer o Espiritismo. Sem dúvida a edição mais marcante para mim foi aquela em homenagem à Jaci, após seu desencarne.
Ciro Pirondi – São Paulo/SP
O Abertura é a memória de uma indignação, sentida há 25 anos, quando iniciamos um movimento, liderado pelo Jaci, contra o marasmo do Espiritismo. Gisela Régis – Rio Claro/SP
Eu tenho três matérias muito importantes para mim: 1-A ressurreição de Lázaro, de Jaci Regis (junho/2003); 2- 60 anos, de Jaci Régis (novembro/2007); 3- Princípios da Doutrina Kardecista (junho/ 2006). O Abertura representa a vanguarda da Doutrina Kardecista. E para mim, é o único veículo que realmente pensa e discute a doutrina!
Marcelo Henrique – Florianópolis/SC
Olá, Alexandre. Cumprimentamos você e a equipe pela feliz iniciativa. Vida longa ao ABERTURA!
Marcelo Régis – Cidade do Panamá/Panamá
O Abertura representou e representa um sopro de ar fresco e renovador na Doutrina Espírita. Receber o Abertura todo mês mantém minha ligação com o movimento, a Doutrina Kardecista e também me reconecta com seu criador, pensador e meu pai Jaci Regis.
Além de várias matérias sensíveis e marcantes escritas pelo Jaci Regis, sempre na página 2, a matéria que mais me marcou foi uma que eu mesmo escrevi assim que voltei de minha primeira visita ao túmulo de Allan Kardec, no Cemitério Père Lachaise, em Paris. A emoção que senti e penso que consegui transmitir no artigo foram, talvez, o ponto alto de minha contribuição ao jornal. Milton Medran Moreira – Porto Alegre/RS
Posso dizer que acompanho o Abertura desde antes de ele existir. Conheci as ideias materializadas nesse projeto quando ainda eram gestadas no extinto jornal Espiritismo e Unificação, também editado pelo Jaci, juntamente com José Rodrigues. Se o anterior jornal representou o duro momento da ruptura com o espiritismo evangélico, aquele que o sucederia e que, agora, completa 25 anos, significa o amadurecimento e a consolidação de uma nova proposta espírita, compatível com nosso tempo e fiel aos objetivos progressistas de Allan Kardec.
Exatamente essa forma de assimilar as ideias espíritas como propostas de mudança é que me encantou no projeto jornalístico posto em prática por Jaci Regis. Como ele, minha trajetória no jornalismo espírita se deu, primeiro, como editor de um boletim espírita do chamado movimento unificador, na Federação Espírita do Rio Grande do Sul. Acompanhei, no tempo e nas ideias, espelhando-me nestas, as ações de Jaci, migrando do movimento federativo para uma proposta livre-pensadora, magnificamente liderada por Abertura, no Brasil. Toda a coragem e a combatividade de Jaci se expressaram magnificamente no Abertura, ao curso destes 25 anos. Para mim, e, certamente, para todos os que ousam pensar o espiritismo com liberdade, o Abertura significa um permanente estímulo à humanização e à dessacralização do espiritismo.
É difícil apontar uma matéria como marcante por si própria. É que o Abertura se caracteriza justamente pela concatenação de ideias num ritmo progressivo e progressista, capaz de conduzir o leitor a uma nova postura perante a vida e, especialmente, perante a proposta espírita. Mesmo com uma visão muito clara acerca da proposta filosófica espírita, Jaci, no Abertura, estava numa constante busca de novas formas de verbalizar sua proposta de futuro para o espiritismo. Em lapso temporal bastante curto, fluiu da proposta de "espiritização" para a de "doutrina kardecista" e desta para a "ciência do espírito", nominações diferentes para um consistente e claro projeto de mudança do qual fazia do Abertura um verdadeiro laboratório de ideias. Estas se concatenam admiravelmente no conjunto editorial que faz a história do jornal.
Se, no entanto, tenho dificuldade de apontar uma matéria isoladamente como marcante na história do Abertura, não teria qualquer dúvida em identificar os últimos anos da vida física de Jaci como de extrema superação em sua capacidade de trabalho. Ele esteve sempre, pessoalmente, à testa do projeto editorial do jornal até os últimos dias de sua vida física. De tal forma e com tanta intensidade, coragem e garra, que, pessoalmente, eu temia pela extinção do jornal, imediatamente após a sua partida. Com alegria, vejo, hoje, que o projeto continua com a mesma qualidade, graças à soma de esforços de seus familiares, alguns amigos e o firme suporte institucional do ICKS. Um legado dessa qualidade precisa, efetivamente, ser preservado. Parabéns a vocês, pelos 25 anos do Abertura.
Ricardo Nunes – Santos/SP
O Abertura tem feito parte de minha vida em todos estes anos. Já é um costume aguardar todos os meses a chegada do jornal em casa. O Abertura é verdadeiramente um jornal espírita livre pensador, no qual a polêmica não é evitada, mas sim desejada. Não a polêmica pela polêmica, mas sim a polêmica que visa discutir seriamente os variados temas do pensamento espírita com o propósito de tornar a filosofia espírita aberta aos novos tempos. Infelizmente, a maioria dos jornais espíritas é "doutrinante", "evangelizante" e "alienante". O Abertura é uma das poucas honrosas exceções neste universo de tradições carolas que se tornou a maior parte da imprensa espírita brasileira. Cláudia Régis Machado – Santos/SP
O Jornal Abertura representou para mim e ainda representa a grande possibilidade de abrir a mente para o novo. Saber que nele encontraria ideias espíritas de vanguarda e da atualidade. Representou a consistência e a profundidade da prática do Espiritismo. Vários temas me encantaram porque me fizeram refletir e buscar saber mais, dentre eles destaco os que levantaram a bandeira sobre o fato de que o Espiritismo não é religião, sobre a Espiritização e o Espiritismo pós-cristão. Outros me emocionaram porque tocaram a minha alma, como Bruna e eu no século XXI, e a chance de ter uma coluna no renomado jornal, chamada Brincando com Kadu.
Reinaldo de Luccia – Santos/SP
O Abertura é o Jornal Espírita de maior arrojo e que tem a mesma importância fundamental do SBPE no âmbito de trabalhos e de pensamento, só que na área da Imprensa Espírita. Ocupa um lugar de destaque neste meio, junto com o Opinião e o Pense.
Carol Régis – Santos/SP
Quando estava na Infância Espírita, achava o máximo aqueles pensadores que debatiam, por escrito, temas interessantes, com pontos de vista distintos e discussões, por vezes, acaloradas. Nunca imaginei que um dia teria a oportunidade de estar entre essas pessoas, assinando uma coluna do Jornal Abertura, presente de Jaci Régis, que tanto admirei por seus textos históricos. Poderia citar inúmeras contribuições de pensadores que passaram pelas minhas leituras, mas não posso deixar de lembrar da repercussão de um dos meus primeiros textos, que me motivaram a continuar escrevendo para o Jornal. O tema era filme Brokeback Mountain, que trata da questão do homossexualismo. A repercussão foi bastante positiva, com retorno de leitores de todo o Brasil, e gerou um convite para escrever em outro veículo, a Revista Delphos, também Espírita. Pra mim, o fato retrata a seriedade, a repercussão e a liberdade de expressão, símbolos do Jornal Abertura.

Para assinar ou obter números avulsos do Jornal entre em contato pelo email: ickardecista1@terra.com.br. Assinatura do Abertura R$ 45,00 ou US$ 30,00 se no exterior.


Números avulsos R$ 4,50 mais custo do correio.

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